quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Ariete 1:72 (Zvezda)

O ariete (aríete, ariête?) deve ser dos intrumentos mais antigos para derrubar barreiras, sejam elas portas ou muralhas, sendo paradoxalmente, das coisas com mais longevidade. Ainda hoje a polícia os usa bastante, embora sejam mais compactos que este aqui ilustrado. 8)
Da necessidade de proteger os combatentes que carregavam/operavam o dito, surgiram várias formas de protecção, nomeadamente esta "casa" (que o meu filho assim a reconheceu). Ao "telhado" de tábuas eram frequentemente adicionadas peles de animais para dificultar a acção de eventuais engenhos incendiários atirados pelos defensores. (Este pormenor está também patente na torre de assalto da Zvezda.)
Tenho pensado um bocado neste "instrumento" e interrogo-me se o "ouriço" que é referido em algumas narrativas da época não será mesmo isto, um ariete com protecção.

Na frente do tronco encontramos uma cabeça de bode. Podia ser esculpida, mas eu "optei" por retratar uma peça de metal, daí a cor.
Neste kit já usei tintas "à séria", da Tamiya, um Rojo Casco XF-9, para as madeiras e para as peles; com a técnica do pincel seco apliquei depois um castanho claro home made também sobre todo o kit. Achei que até já estava satisfatório mas ainda tentei seguir a ilustração da caixa e dei outras cores a algumas das peles, daí os pretos, malhados, etc.
Pensei numa pequena base mas não a vou fazer. Este ariete é para juntar ao diorama de Silves, pelo que há que evitar bases a mais, que já bastam as das figuras.


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Convenção de Sintra

A 30 de Agosto de 1808 (há 203 anos atrás) acabava a primeira invasão francesa a Portugal. Embora esteja registada como uma vitória (em termos militares foi-o de facto), foi tudo negociado da forma que convinha aos franceses: ficaram com todo o saque (e não era pouco) e equipamento e foram transportados em navios ingleses, perfeitamente em segurança de volta a França.
Li algures há uns tempos que, não fosse pelo saque, Napoleão os teria mandado voltar a Portugal... a nado!!
Se Portugal era pobre, ainda mais ficou. As condições para pagar aos Ingleses (que ninguém dá nada sem receber algo em troca) as suas intervenções pioraram ainda mais...

Não foi feita justiça (nestas coisas nunca é) mas os oficiais ingleses responsáveis pelas negociações - Sir Hew Dalrymple e Sir Harry Burrard - responderam em tribunal e a carreira terminou mais rapidamente do que o previsto. Quis o infortúnio que estes 2 oficiais tivessem de assumir o comando das tropas logo após a Batalha do Vimeiro, por terem patente mais elevada que o general Arthur Wellesley. Por este estar contra os termos da Convenção, a sua imagem não foi beliscada e voltou a Portugal para assumir o comando total do exército luso-britânico.
 
A ver:
Convenção de Sintra
Arthur Wellesley

sábado, 23 de julho de 2011

Morteiro - Guerra das Rosas (II)


As figuras estão pintadas e já experimentei a fazer as defesas da posição dos canhões.
Cola branca, areia e paus de espetadas...

sábado, 16 de julho de 2011

Morteiro - Guerra das Rosas

Tenho estas figuras de metal há alguns meses. Comprei como sendo relativos à guerra civil inglesa e agora que as analisei melhor são da Hotspur: http://theminiaturespage.com/man/hotspur/. Não encontro nada actual sobre as figuras, mas já não interessa! :P
São 6 peças mas só vou usar 2, porque são apenas 6 figuras e não fazia sentido 1 figura por peça!
Para já, dividi as figuras em 2 pequenas bases de 8x10 cm.

Mais um pequeno trabalho enquanto não acabo o Calypso e não volto para os medievais!

Adenda: 
Nem Guerra Civil nem a dos 100 anos! Pelos uniformes, situo estas figuras algures na Guerra das Rosas, 2.ª metade do séc. XV. 2 dias a usar o Google deram este resultado. Já a artilharia não deu grandes resultados. Nos registos das batalhas existem referências ao uso de artilharia, ou melhor, à presença dela, que por ser "primitiva", por inexperiência ou por más condições climatéricas, pouco efeito teve nas batalhas deste período.